domingo, 7 de novembro de 2010

D-Pad Hero

Pra quem já andou dando uma olhada pelo blog, já deve ter percebido que eu curto algumas coisas que para muitos não passa de lixo, os famiclones são um bom exemplo.
Outra coisa que sempre me chamou a atenção são os games piratas para NES. O meu primeiro game do tipo foi o Street Fighter II da Yoko (não a segunda versão, a primeira mesmo, aquela tosquera com quatro personagens), e mesmo o game sendo uma total porcaria e difícil pra caramba, ainda o tenho como um dos maiores clássicos dos games que já joguei no meu saudoso Top Game.

As minhas viajens ao Paraguai na infância me renderam outras pérolas como um Mortal Kombat II que conseguia ser ainda pior que o Street da Yoko, um Donkey Kong Country 2 que impressionava pela qualidade dos gráficos (apesar de possuir apenas duas fases) e o inigualável Somari, confira algumas imagens abaixo:

Hoje com a internet e os emuladores está cada vez mais fácil encontrar informações sobre esses games. Um tempo atrás numa dessas minhas pesquisas eis que me deparo com um game totalmente novo, o D-Pad Hero! Digo novo pelo fato de o mesmo não tentar ser uma adaptação direta de games mais atuais para o querido NES como Final Fantasy XII, VII ou o pouco mais antigo Chrono Trigger. É óbvio que ele tenta embarcar no sucesso do Guitar Hero, mas ao escolher um nome original para o game, os desenvolvedores já procuram deixar claro que aquele é um game para NES e não apenas uma pirataria barata de um game famoso.

Ao iniciar o game você já percebe que houve todo um cuidado na sua elaboração, os programadores queriam que quem o jogasse tivesse a sensação de que se trata de um game com identidade própria, começam apresentando a "softhouse" dpadhero.com e lhe possibilitando a escolha do "personagem" cujo qual terá a musica sendo tocada por você.

Não vou entrar em detalhes técnicos como som, gráficos esse tipo de coisa, isso não é um review, na minha opinião qualquer parâmetro de comparação para um game de NES feito nos dias de hoje é totalmente falho, ainda mais se levarmos em conta a enorme variabilidade nas possibilidades e capacidades da equipe de produção, em outras palavras se a Capcom amanhã resolve lançar um Street Fighter para NES o game certamente vai dar um banho no meu querido exemplar da Yoko, mas como comparar um game feito na década de 90 por uma obscura empresa de jogos piratas chinesa com outro feito pela Capcom com toda a sorte de conhecimentos técnicos que o atual cenário de games pode fornecer além de um orçamento para o que quer que seja necessário?

Esses games me fascinam pelo fato de que, por mais que sejam uma droga (o que não é o caso de D-Pad Hero), muitas vezes fica evidente que os programadores poderiam e gostariam de fazer algo a mais se tivessem a oportunidade, a segunda versão do Street II da Yoko (também conhecido como Street Fighter III) e Donkey Kong Country 2 evidenciam muito isso.

A esquerda você confere a tela de seleção de "personagens", no centro a tela de jogo e a direita uma imagem do segundo game, também disponivel para download.

D-Pad é um trabalho muito legal, ao mesmo tempo que pega uma onda no sucesso dos games musicais, mais especificamente no seu maior expoente, Guitar Hero, tem uma identidade própria. Até mesmo no título D-Pad, fazendo uma alusão a uma das marcas registradas do NES que era o direcional digital "em cruz" de Gunpei Yokoi. Vale a pena dar uma olhada nesse game, nem que seja apenas pela curiosidade.

No site oficial você pode encontrar screenshots, lista de musicas, tirar duvidas e ainda baixar a segunda versão do game.
Ah uma dica, jogar no teclado requer uma configuração das teclas para facilitar a jogabilidade, o ideal mesmo é utilizar um controller.

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